Todo encontro entre três jovens mulheres regado a bebida barata chega, uma hora ou outra, ao tópico inevitável: sexo.
– O maior pau que eu já vi. Juro pra vocês, era enorme. – contava minha amiga Alice, no auge dos 20, sobre sua última transa.
– E o daquele cara foi o menor que eu já vi. – digo.
– Mas o tamanho nem importa tanto se pensar que eles não conseguem fazer a gente gozar só com penetração. – Sara argumenta, fazendo um sinal para que eu pegue o copo de sua mão, antes que ele caia.
– Isso é. Mas o dele era tão grande que eu quase cheguei lá. – Alice rebate.
– E como é? – pergunta Sara.
– Como é o quê? – questiono.
– Chegar lá.
Silêncio.
– Amiga, mas você… nunca?
– Nunca. Não chego lá sozinha.
– Ah.
Silêncio.
– E se você comprar um vibrador?
– Já pensei nisso, mas precisaria ser adaptado, porque eu não tenho força no braço pra alcançar.
– Mas não existe nenhum modelo adaptado pra PCD?
– Não que eu saiba.
– Mas como que ninguém nunca pensou em fazer um troço desses?
– Pois é. Aí eu acabo sempre dependendo de outra pessoa, o que não tá fácil de arrumar também.
– Tá. E se usar alguma coisa comprida e amarrar o vibrador na ponta? Tipo uma colher de pau, sei lá.
– Eu pensei uma vez em fazer um adaptado, mas sozinha eu também não consigo, dependo muito da mãe pra essas coisas. Como que você vai chegar na sua mãe e falar “mãe, me ajuda aqui rapidinho a prender esse vibrador nessa colher de pau pra eu conseguir gozar sozinha?”. Não rola, né? A gente tem intimidade, mas nem tanto. Pode pegar o copo aqui? Tá ficando pesado de novo.


