Isso é uma denúncia! Sequestraram um pilar da comunidade acadêmica e a universidade não faz nada! Absurdo! Faz sentido a segurança ser a protagonista na corrida para reitoria.
Lela sumiu há umas duas semanas. Estava vulnerável, havia perdido suas crianças recentemente. Deixou para trás um marido preocupado, o Lelo. Era uma mãe. Uma esposa. Uma peça importante do cotidiano da Instituição.
Era uma pata, mas não uma pata qualquer.
Primeiro toda a ninhada foi devorada por lagartos – o que é triste, mas é da natureza – e depois a pobrezinha, enlutada, foi sequestrada. Pelo menos é o que dois estudantes que alimentavam o Lelo me responderam quando perguntei por ela.
Para ser sincera, nem sei se esses são seus nomes reais. Mas é divertido um casal de patos se chamar Lelo e Lela. Para que personagem de I.A. tosca quando se tem (ou tinha) esses tesouros morando no coração da Universidade?
O pato, coitado, vive uma verdadeira tragédia grega. Perdeu os filhos, a esposa foi sequestrada e é forçado a viver naquele lago. Me quebra o coração ver suas únicas companhias sendo o lixo flutuando na água e um bando de pombas que só estão atrás da sua ração.
Me revolta a universidade não ter feito nada sobre isso. Não vi uma nota, um poster. Não é nem a primeira vez que isso acontece. Cadê o reforço nas cercas? As câmeras? Iluminação decente? Qual a rota dos seguranças noturnos? Não custa nada dar uma olhada nos patinhos. O CTC bem que podia ajudar e criar um raio laser anti-sequestradores de patos na estátua do Boitatá. Eles devem ter dinheiro para isso, sei lá.
Espero que algo seja feito. Pelo menos investigado. Minha suspeita? Aquelas pombas trombadinhas. Meu maior medo? Ter comido pata empanada no RU…


